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Ditadura Chinesa: Polícia de Hong Kong prende editor de jornal pró-democracia

Fung Wai-long, de 57 anos, foi detido no aeroporto, quando tentava deixar a cidade. Tabloide 'Apple Daily' encerrou atividades na semana passada após ser alvo de operações.


foto:g1

Fung Wai-long, editor de opinião do jornal pró-democracia "Apple Daily" foi preso em Hong Kong no domingo (27), quando pretendia deixar o território chinês.

O jornalista de 57 anos é o sétimo integrante do jornal a ser detido com base na lei de segurança nacional, imposta pela China no território há quase um ano (veja mais abaixo). Crítico do governo chinês e a favor da autonomia política da cidade, o "Apple Daily" encerrou suas atividades na semana passada em meio a operações policiais, congelamento de ativos e prisões. Sua última edição foi publicada na quinta-feira (24), após 26 anos de circulação (veja no vídeo abaixo).

Operação contra o jornal

Quase 500 policias participaram de uma operação policial na redação do jornal em 17 de junho e prenderam cinco diretores (veja no vídeo abaixo).


Dois deles foram acusados de "conluio com forças estrangeiras" por artigos que pediam sanções internacionais contra as autoridades chinesas. Eles estão em prisão preventiva.

O tabloide já havia sido alvo de outra operação no ano passado, mas foi a primeira vez que o conteúdo de um artigo motivou detenções com base na lei de segurança nacional.

Polícia de Hong Kong prende editor e executivos de jornal; autoridades alegam 'conluio com forças estrangeiras'


O proprietário do jornal, o empresário Jimmy Lai, está em prisão preventiva há meses e cumpre várias penas por sua participação nas manifestações pró-democracia de 2019.

Lei de segurança nacional

Hong Kong foi um território britânico até 1997, quando o Reino Unido assinou um acordo para devolvê-lo à China. O acordo, no entanto, previa a preservação da autonomia da região.

Mas isso tem sido cada vez mais desrespeitado pelo governo comunista chinês, sobretudo após os protestos de 2018 por mais liberdade política e menos intervenção chinesa em Hong Kong.

A lei de segurança nacional foi aprovada em 2020, sem passar pelo parlamento de Hong Kong, e foi incorporada à "Lei Fundamental" do território, que serve desde 97 como uma "mini-Constituição".

Ela criminalizou grande parte da oposição e deu às autoridades amplos poderes de investigação, além de permitir que as pessoas possam ser condenadas à prisão perpétua.

Mais de 100 pessoas já foram detidas com base na lei de segurança nacional, inclusive alguns dos ativistas pró-democracia mais conhecidos da cidade. Alguns fugiram para o exterior.

A lei visa reprimir o "separatismo", o "terrorismo", a "subversão" e o "conluio com forças externas e estrangeiras", e o jornal eram considerado um problema pelo governo chinês por apoiar abertamente o movimento pró-democracia na cidade.

A China afirma que a lei é necessária para devolver a estabilidade a Hong Kong, mas os críticos — incluindo vários países ocidentais — dizem que ela enterrou a promessa chinesa de que a cidade permaneceria com certas liberdades e autonomia após a sua devolução em 1997.



fonte:https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/06/28/policia-de-hong-kong-editor-de-opiniao-jornal-pro-democracia.ghtml

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