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Gustavo Nunes - Prefeito de Ipatinga, informa dificuldade de fiscalizar a Copasa e seus desperdícios

Atualizado: 14 de nov.

A falta de transparência tem sido um problema persistente, conforme destacou o chefe do executivo municipal

foto: reprodução/marceloploxaugusto

Da Redação 14/11/2023 12h37

Durante coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira (14), o prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes, revelou que a abertura do novo edital para a contratação da próxima concessionária de saneamento básico, que atuará na cidade pelos próximos 30 anos, deverá acontecer ainda neste ano. Essa decisão surge após o desejo expressado de não renovar o contrato com a empresa mineira.



Por força da Lei 14.026/20, o município é obrigado a abrir um novo processo para escolha da concessionária, uma vez que o contrato com a atual já se encerrou.

O prefeito expressou sua frustração com a Copasa, enfatizando que a empresa não fornece dados adequados ao município, dificultando a análise e fiscalização dos serviços prestados.

A falta de transparência tem sido um problema persistente, o que preocupa, considerando que Ipatinga possui uma das tarifas de esgoto mais elevadas do estado, ocupando o 5º lugar em termos de cobrança entre 33 municípios analisados.

Além disso, o prefeito destacou que mais de 132 mil reclamações foram registradas contra a Copasa, colocando Ipatinga em terceiro lugar no estado em termos de insatisfação dos consumidores. Essas queixas são apoiadas por dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS). Um ponto crítico abordado por Nunes é o desperdício de recursos. Ele citou que 50% do volume de água tratada pela Copasa é desperdiçado, o que representa uma perda anual de cerca de R$ 96 milhões. Segundo o prefeito, esse desperdício é compensado pela concessionária através do aumento das tarifas, penalizando os consumidores pela “ineficiência da empresa”. A Copasa também enfrentou problemas legais, com a aplicação de 218 multas por recomposição e 183 multas ambientais, totalizando R$ 1.563.191,97 em penalidades. No entanto, segundo os dados apresentados, apenas uma fração desse valor, R$ 308.154,52, foi efetivamente paga pela concessionária. A expectativa é que o processo de licitação seja concluído no primeiro semestre do próximo ano.

Entramos em contato com o 115 da Copasa, para que possa ser divulgado o posicionamento da concessionária e aguarda um retorno para atualização da matéria, o que até o momento não fomos respondidos.


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fonte: plox

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